Papa Leão XIV receberá Marco Rubio na quinta-feira, anuncia Vaticano
O papa Leão XIV receberá na quinta-feira (7) o secretário de Estado americano, Marco Rubio, anunciou nesta segunda-feira (4) o Vaticano, apenas semanas depois das duras críticas do presidente Donald Trump ao pontífice.
Durante sua viagem, o chefe da diplomacia americana também deverá reunir-se com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, contra quem Trump se voltou depois que ela saiu em defesa do pontífice.
"O secretário Rubio se reunirá com a liderança da Santa Sé para analisar a situação no Oriente Médio e os interesses comuns" nas Américas, declarou o Departamento de Estado.
Cuba é um dos temas que poderá surgir no encontro, em um momento de crescentes tensões entre Havana e Washington. O Vaticano tem atuado como mediador entre os Estados Unidos e a ilha em diversas ocasiões.
"As reuniões com seus pares italianos se concentrarão nos interesses comuns em matéria de segurança e na coordenação estratégica", afirmou o Departamento de Estado.
A audiência do papa com Rubio, um católico devoto que vai regularmente à missa, está prevista para as 11h30 locais (6h30 em Brasília) e deverá durar cerca de 30 minutos, informou o Vaticano.
O diplomata também se reunirá com o secretário de Estado e número dois do Vaticano, o cardeal Pietro Parolin, indicou à AFP uma fonte do governo italiano.
Também tem encontros marcados com os ministros italianos das Relações Exteriores, Antonio Tajani, e da Defesa, Guido Crosetto, em um contexto de fortes tensões entre os Estados Unidos e seus aliados europeus devido à guerra no Oriente Médio.
Segundo a imprensa italiana, a audiência no Vaticano tem como objetivo tentar retomar as relações bilaterais após a polêmica surgida em abril por causa das críticas de Trump contra o papa.
Nos últimos meses, o primeiro papa americano da história, que também tem nacionalidade peruana, atacou a política anti-imigração do governo Trump e criticou a guerra no Irã.
O presidente dos Estados Unidos havia respondido a um discurso antibélico do pontífice chamando-o de "fraco" e "terrível" em política externa. Também afirmou não ser "um grande admirador" de Leão XIV.
O sumo pontífice reagiu dizendo ter o "dever moral de se manifestar" contra a guerra e assegurou não ter "medo" do governo Trump.
Essas críticas indignaram vários dirigentes, a começar por Meloni, líder de extrema direita que costuma atuar como ponte entre a Europa e Washington.
Leão XIV, de 70 anos, já havia recebido Marco Rubio no Vaticano em maio de 2025, ao lado do vice-presidente americano, J.D. Vance, poucos dias depois de sua escolha como líder dos 1,4 bilhão de católicos do mundo.
A.Fredriksson--StDgbl