Primeiro iPhone dobrável, um teste para a Apple e seu novo CEO
A Apple apresentará, nesta quarta-feira (9), seu primeiro iPhone dobrável, um smartphone de ponta que representará um batismo de fogo do novo CEO da empresa, John Ternus, em um cenário de escassez de chips que provocou o aumento dos preços de todos os dispositivos.
O evento na sede do grupo em Cupertino (Califórnia) é um teste para a Apple, que não emplaca um produto estrela desde os AirPods, há 10 anos.
Também será o primeiro grande evento sob o comando do novo CEO John Ternus, que assumiu o cargo após a saída de Tim Cook em 1º de setembro.
Ternus, 51 anos, entrou para a equipe de design da Apple em 2001 e ascendeu na empresa até assumir a liderança das equipes de engenharia responsáveis por toda a linha de produtos da Apple, incluindo os iPhones, que geram a maior parte da receita da companhia.
A expectativa para esta quarta-feira é a apresentação de um iPhone dobrável, que, segundo relatos, será chamado de iPhone Ultra e custará a partir de 2.000 dólares (10.000 reais).
Assim como os smartphones dobráveis da Samsung, lançados há sete anos, o dispositivo da Apple terá uma tela externa menor quando estiver fechado e uma tela muito maior quando o telefone estiver aberto.
A Samsung lançou o primeiro smartphone dobrável de uso em larga escala da indústria, o Galaxy Fold, em 2019. A empresa sul-coreana apresentou no ano passado um modelo atualizado, o Galaxy Z Fold, com preço inicial de 2.000 dólares.
Os smartphones dobráveis representam uma fração mínima do mercado, com menos de 2% da produção global.
De acordo com a empresa de pesquisa IDC, a Apple poderia captar quase 30% da demanda por esse tipo de dispositivo até o fim deste ano e 40% em 2027.
"É muito provável que o iPhone dobrável da Apple modifique a dinâmica competitiva tanto na China como nos mercados globais", declarou à AFP Kiranjeet Kaur, diretora associada de pesquisa da IDC.
C.Nordlund--StDgbl