Stockholms Dagblad - Cotação do petróleo volta a superar 100 dólares temporariamente

Stockholm -
Cotação do petróleo volta a superar 100 dólares temporariamente
Cotação do petróleo volta a superar 100 dólares temporariamente / foto: Stefano RELLANDINI - AFP

Cotação do petróleo volta a superar 100 dólares temporariamente

O preço do petróleo voltou a superar temporariamente nesta quinta-feira (12) os 100 dólares por barril, no 13º dia de guerra no Oriente Médio, e aumentou a pressão sobre as Bolsas e a dívida soberana devido aos temores de inflação.

Tamanho do texto:

Às 8h30 GMT (5h30 de Brasília), o preço do barril de Brent do Mar do Norte subia 5,33%, a 96,88 dólares, depois de superar a cotação de 100 dólares durante a sessão na Ásia.

Seu equivalente americano, o barril de WTI, ganhava 4,65%, a 91,31 dólares.

Os preços do petróleo continuam em alta apesar do anúncio, na quarta-feira, dos 32 países integrantes da Agência Internacional de Energia (AIE), incluindo os Estados Unidos, de liberar no mercado 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, um número recorde, para tentar acalmar a inquietação sobre a falta de oferta.

"Na linguagem dos mercados, a liberação de reservas por parte da AIE equivale a apontar uma mangueira de jardim para o incêndio de uma refinaria", disse Stephen Innes, gestor da SPI AM.

"O mercado cede brevemente e depois volta imediatamente a se concentrar na avaliação do verdadeiro problema", afirma o analista.

O Irã lançou nesta quinta-feira uma nova onda de ataques contra infraestruturas petrolíferas dos países do Golfo, depois de atacar dois petroleiros na véspera.

A guerra, que começou em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, adquiriu uma dimensão regional e ameaça o abastecimento mundial de petróleo ao paralisar o tráfego no Estreito de Ormuz, um ponto de passagem estratégico de petróleo e gás.

Segundo a AIE, os países do Golfo reduziram sua produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris diários devido ao bloqueio de Ormuz, "a maior perturbação" de oferta da história, indicou nesta quinta-feira a agência com sede em Paris.

Z.Nyberg--StDgbl