Stockholms Dagblad - Após Mbappé, marca Hello Kitty pede desculpas por outra polêmica com a China

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Após Mbappé, marca Hello Kitty pede desculpas por outra polêmica com a China
Após Mbappé, marca Hello Kitty pede desculpas por outra polêmica com a China / foto: Pedro PARDO - AFP

Após Mbappé, marca Hello Kitty pede desculpas por outra polêmica com a China

Apenas dias depois de o jogador Kylian Mbappé ter se desculpado por ter incomodado a China, foi a vez, nesta quinta-feira (29), da empresa japonesa responsável pela personagem Hello Kitty pedir perdão ao país asiático.

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O astro francês enfrentou críticas na China nesta semana por um vídeo em que se refere a Mao Tsé-Tung como "um ditador", o que obrigou tanto ele quanto o Real Madrid a se desculparem.

No caso de Hello Kitty, a polêmica nasce da série de televisão Vivant, de grande audiência no Japão, com o qual a empresa Sanrio mantinha uma colaboração. Fruto dessa parceria, tanto Hello Kitty quanto outras figuras da Sanrio haviam sido retratadas como personagens de Vivant em artigos de merchandising.

Em um dos episódios, uma organização ligada à China aparece torturando um membro de uma unidade japonesa de espionagem militar, o que foi entendido pela imprensa estatal de Pequim como calúnia.

"Recentemente recebemos retorno de diversos setores sobre os produtos derivados da colaboração com a série de televisão japonesa Vivant", indicou a Sanrio em um comunicado. "Pedimos sinceras desculpas por qualquer transtorno que isso possa ter causado", acrescentou.

A empresa afirmou que o projeto "contém expressões que são incompatíveis com a filosofia corporativa do Grupo Sanrio" e que, por isso, "decidiu encerrar a colaboração".

Antes do pedido de desculpas, o veículo estatal chinês The Global Times acusou o programa de "caluniar a China", ao afirmar que havia "causado comoção e uma forte reação adversa nas redes sociais".

A série reflete "a narrativa antichinesa da atual administração conservadora de direita japonesa, alinhada com a tendência ao extremismo de direita da sociedade japonesa", segundo o veículo.

A emissora privada TBS, criadora de Vivant, inicialmente não respondeu aos pedidos de comentários sobre o caso.

O presidente do canal disse à imprensa japonesa que a série é de ficção e que a TBS "de maneira alguma adota uma postura que fomente o conflito entre nações nem endossa o uso da força ou da violência".

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J.Arvidsson--StDgbl